VaLiSeS meta-PoéTicAs XxxiiI

Ossos do ofício
por MÁRCIO ALMEIDA
O poema tem por função dar prazer,
ser a crítica de si mesmo, matar a fada,
o direito de sentir e de não ser,
promover a recepção do nada.
E dito assim – malícia natural,
que de tão óbvio é de si estranhamento,
voz que vê fundo numa forma de coral,
ritmo que pensa e faz festa de momento.
Trazer para fora o que é preciso não dizer,
que é “dito, dado, consumado”, tudo.
Restam o diálogo e a memória do escrever,
a escritura que reinventa o seu futuro.
Publicado em 6 Julho, 2009 de 12:28 am e arquivado sobre Crítica, Literatura Brasileira, Metalinguagem, Poetry, Poética, literatura, literature, poema, poesia . Você pode acompanhar qualquer resposta por meio do RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.