VaLiSeS meta-PoéTicAs XxxiiI

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Ossos do ofício

por MÁRCIO ALMEIDA

 

O poema tem por função dar prazer,

ser a crítica de si mesmo, matar a fada,

o direito de sentir e de não ser,

promover a recepção do nada.

E dito assim – malícia natural,

que de tão óbvio é de si estranhamento,

voz que vê fundo numa forma de coral,

ritmo que pensa e faz festa de momento.

Trazer para fora o que é preciso não dizer,

que é “dito, dado, consumado”, tudo.

Restam o diálogo e a memória do escrever,

a escritura que reinventa o seu futuro.

 

 

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