Da religiosidade

Um sonho que suspeita de deuses falsos

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Abramos a valise

Nela desorganizadamente

a carteira de identificação

imponderável ao destino

um lenço que desliza

como estes olhos severos

um pente e uns cabelos a mais

preenchendo melhor o espelhinho

e a marca de batom carmim

no chiclé ainda fresco dos dentes

Pulam dela as linhas férreas

e a febre incompreensível ardente

do arado nos pregões da Bolsa

um senso de irrealidade

Pulam dela, ainda, a música do fundo

um recomeço que se perde

do trampolim mais alto

mares – mares onde viver além das pedras

e do mesmo endereço

: um lenço desliza sem despedidas

Crédito de Imagem: Te Rerioa (1897), Paul Gauguin deslizando em seus sonhos

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