A mala

 

por Ana Luiza Burlamaqui da Penha

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No dia seguinte ela lavou
as telhas molhadas
pela chuva,
torceu os vestidos 
de terra,
correu sem freios pelas
praças.
No terceiro dia  sem voz
picou  os bilhetes,
rasgou  as fotografias.
No sétimo dia sentou-se
em cima da mala, colou
rendas em papéis, 
enfiou em caixas de
correios.
Perfumou-se
circulou os olhos de preto
tatuou um nome,
escolheu a vassoura,
Guardou a chave no
busto e, partida de dor,
vôou pela cidade.

 
 
 
 

 

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Crédito de imagem:  Elvira Amrhein, Demut und Liebe.

 

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