A VaLiSe dos CãEs

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(aos que lutaram e morreram por isso,

 mesmo que continuem vivos)

 

Tantos se arriscaram por nós;

saíram de suas casas, de suas vidas,

jogaram pela janela o que tinham,

seus futuros, suas mordomias,

suas vidas burguesas e pequenas.

 

Não participaram do falso milagre,

não tiveram tempo para aplaudir a seleção,

não viveram para saudar a reconstrução nacional.

 

Caminhos infames, flores sem estames,

luta, ódio, morte, fuga. O que possível foi.

 

Nós que ficamos assistindo televisão,

cuidando das nossas carreiras,

mentindo a luta que não fizemos

em mesas dos bares da vida,

agora, vemos surgir a pior das classes,

a dos que mentirosamente

tentam reescrever a história

como não a vivenciamos,

na esteira dos interesses espúrios,

nos míseros trinta dinheiros de nova traição.

 

Perdedores eternos, imorais, sem ética,

almas penadas do inferno, cães malditos.

 

(Pedro Du Bois, em OS CÃES QUE LATEM)

 

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Uma resposta to “A VaLiSe dos CãEs”

  1. Pedro!

    Querido Amigo, Querido Poeta!!!

    Que nossos latidos, sejam sempre o tic-tac do teclado, do fazer, do construir… assim, a Estética rirá, aos estetas da moral, porque na frente só e sempre estarão os malditos caninos…

    No entanto, como nosso brazão é outro, escrevermos, criamos, brincamos para um conViver melhor a TODOS…

    Gracias pelo Poema, gracias pela amizade e Feliz Natal!!!

    Abraços.

    Carmen
    Silvia
    Carmen Silvia

    Carmen Silvia Presotto
    http://www.vidraguas.com.br

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