VaLiSeS meta-PoéTicAs Xv

cegueira_iluminismo

 

Poema

por Orides Fontela

 

 

Saber de cor o silêncio
diamante e/ou espelho
o silêncio além
do branco.

Saber seu peso
seu signo
– habitar sua estrela
impiedosa.

Saber seu centro: vazio
esplendor além
da vida
e vida além
da memória.

Saber de cor o silêncio

– e profaná-lo, dissolvê-lo
em palavras.

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4 Respostas to “VaLiSeS meta-PoéTicAs Xv”

  1. Tânia Du Bois Says:

    Caro Marco,

    gosto muito dos textos da Orídes, sua angústia transparece, e transparente, em cada verso. Não sei o que é melhor, se as ideias, ou a disposição das palavras.
    Bela escolha!!!
    Abraços,
    Tânia

  2. Querido Poeta!

    O saber do silêncio nos toca, latente em rebuliços nos faz seguir cada verso como se, ao chegar ao ponto encontrássemos a própria memória…

    Que boa leitura!!!!

    Um abraço carinhoso,
    Carmen Silvia Presotto
    http://www.vidraguas.com.br

  3. Esse silêncio depois do branco chama um poeta estupra-dor, o poema é a cura.

  4. Orides é o meio-dias da condição poética. Maravilha – me sua linguagem, despojada de subjetivismos, pero nin tanto… Porém recoloca a poesia como abridora de portas e janelas do entendimento, enquadrando as pelavras na justeza de seu locus. Eta poesia boa!

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