VaLiSeS meta-PoéTicAs Xix

 

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POR ADRIANA VERSIANI

 

Cabeça mergulhada na banheira mediterrânea tentativa de poema procura objeto que concentra as forças o centro escondido na fresta do degrau onde tropeça o cego trespassado pela luz de todas as coisas.

Afundam cabeças n’água/espelho dessa rua que passa por dentro cego vê nas esquinas bichos estranhos mágicos potentes o mediterrâneo o ocupa.

Uma perna emerge da água mastro que sustenta em contato com outro elemento a experiência da perna que se eleva no ar sobre todas as formas/pensamento desejo de movimento enquanto cabeças se debatem para encontrar o orifício que escoa princípio segredo fundamento da matéria alfa e ômega.

Dedos movimentam-se no fundo porcelana tentáculos procurando a terra onde vermes lutam para fazer buracos e diluir e fertilizar e nutrir e permitir que a chuva carregue o resto para o centro onde espreita a luz de todas as coisas e o fogo queima e as chamas atingem o objeto escondido na fresta do degrau.

No sentido da água cabeças rolam seus perfumes pelo ralo emerge a mão direita e mediterrânea afunda na banheira a tentativa do poema.

O cego vê.

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Uma resposta to “VaLiSeS meta-PoéTicAs Xix”

  1. Marco,
    Muito, muito obrigada.
    Tá tudo lindo!
    Um abraço
    Adriana.

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