Da VaLiSe do Talking Heads

Por Marco Aqueiva

Uma mala sem alças não quero. Disse-lhe. Ele exigiu. Quando falar comigo olha-me nos olhos. Ele repetiu com indiferença fingida. Sem ter o ar de ver-me insistiu. Quando falar comigo, olha-me nos olhos. Não, não posso correr-me daqui numa mala sem alças. É a última vez que te digo, olha-me nos olhos. Sinto correr no corpo todo aquele ímpeto a partir de mala e… Sem que terminasse a frase, e olhando-a nos olhos. Tu bem sabias. Tu bem sabias com quem está lidando. Não adianta mais, Miss Dólar. A pele é passageira. Meu corpo bonitinho corre pro ralo. Sua vagabunda, olha nos meus olhos quando fala. Viu então nitidamente aproximar-se uma bandeja de prata com ódio, a fumaça a sair das ventas e a faca a cortar-lhe definitivamente os calcanhares.

Matador Psicótico

Uma resposta to “Da VaLiSe do Talking Heads”

  1. Lembrei do Aquiles! Mutcho bueno!
    To de ferias, Sr. Sumido!
    Mantenho contato. Abracao!

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