Viagem sem fim

por Tânia Du Bois

 

“Embalado pela música / imerso na leitura / sabe o destino…” (Pedro Du Bois).

          Viajar é fazer arte. E fazer arte é reconhecer o livro. Todos temos um artista dentro de nós, o talento para nos adaptar às mudanças.

          Para viajar basta usar artifícios como a imaginação, criatividade e bom gosto, para pensarmos na concepção da palavra, no verdadeiro sonho a ser concretizado aos movimentos do mundo – traços, formas, cores e palavras que trazem a sensação do prazer pela descoberta, mobilizando as nossas forças.

          Uma viagem… mil palavras, a viagem sem fim que aumenta as chances para o desenvolvimento do objetivo maior no futuro e, finalmente, o lazer.

          Quem não gostaria de ter mais tempo para ler um livro, onde pudesse se divertir ou relaxar?

          O mundo moderno traz a correria do dia a dia, a falta de tempo. O ritmo de vida alucinante tem se tornado hábito para a maioria das pessoas. Falta tempo! Quantas vezes usamos essa desculpa?

          Sejamos realistas em relação ao que podemos ou não fazer com o tempo que temos disponível. Então, nada melhor do que algo que nos traga benefícios e soluções inusitadas para renovar as nossas vidas – a leitura.

          Ela é a viagem sem fim, aliada à qualidade de vida e ao bem estar; ela busca o diferencial ao escolher e organizar o tempo livre, e traz sempre o melhor segmento.

          “… sobre o livro aberto / o olhar do homem / se espanta / e à folha torna / na continuação da leitura // as multiplicações expandem / fronteiras…” (Pedro Du Bois).          Quem lê viaja pelo mundo, para onde a imaginação quiser, é a viagem sem fim, porque quando viajamos construímos uma obra de arte na qual somos capazes de nela nos colocar.

          “… quem aproveita o instante / da leitura, momento / em que completa a vida…” (Pedro Du Bois). É o aproveitamento de novas fontes para a organização das ideias, levando em conta as necessidades e o aprimoramento dos próximos passos.

          “Refletir a vida, o livro reflete também sobre o ato criador e sobre si mesmo. E sobre as palavras sem as quais não existiria.” (Cristina Monteiro).          O livro, a leitura, cria um jogo entre o intelecto e a imaginação; a razão e a inteligência; mobilizando-nos à capacidade vivencial. Ela enriquece a vida e desfruta a alma do escritor, podendo, assim, transformar “Neste Embrulho de Nós”, o momento de ler em uma viagem sem fim.

          “Nascemos, crescemos, sofremos, vivemos e morremos. Tudo sem brilho. / Vem a literatura, no entanto, e coloca, por sobre nós, um brilho inaudito. / E a vida, então, se faz beleza literária, salvando-nos a todos de um roteiro chinfrim.” (Clauder Arcanjo).

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imagem: Marco Aqueiva

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Uma resposta to “Viagem sem fim”

  1. Oi, Tânia!

    Minha filha acabou de ler agora pra mim um trechinho do livro infantil que dei a ela de presente. Eu me senti orgulhoso: ela tá lendo muito bem.
    Essa, portanto, a mágica, a viagem sem fim. Um privilégio poder embarcar nesses trens cujo destino é sempre além!

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