Arquivo para abril, 2012

o ReaL iNiMigo

Posted in Sem-categoria on 21 abril, 2012 by Marco Aqueiva

Quanto cotidiano cabe em teu crânio?

 

À luz do dia – a superfície em destroços

cidade e as coisas feitas avançando

e à medida das cascas não bastam olhos

 

Quanto cotidiano cabe no homem

até os sonhos estalarem vazios por dentro?

 

De quanta grandeza um oco estalo sem onde

 : violência sem contato e ocasião propícia

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Na VaLiSe de SaMueL BeCkeTT

Posted in Absurdo, Art, arte, Ato sem palavras, Crítica, Desumanização, literature, Opressão, Samuel Beckett, teatro, The narrow way, Youtube on 15 abril, 2012 by Marco Aqueiva

 Ato sem (muitas) palavras

                                     por Marco Aqueiva

 

Ele vivo. No limite ainda vivo. Sem poder sair. Condenado e vivo. Todo dia ele ainda. Ele ainda vivo. Todo o dia ele menos ele. Todo dia eles sempre. Todo o dia eles que fecham. Todo dia eles fecham. O mesmo. Eu mesmo. Eles dizem que ainda vivo. O espaço, o mesmo tempo parado. O espaço fechado, sem saída. Nesse espaço eu, fora eles. Foram eles que sempre riscaram o limite. Eles dizem que vivo. Eles põem e tiram coisas. Trilos sempre. Trilos sempre se pronunciam. Plantam a mesma sombra diária e lá vêm trilos. Quem me diz que posso? Oferta-se inacessível a água da vida sob trilos. Como posso? Eles sempre riscaram o limite. A ação possível. Eu não arrisquei nada. Ainda vivo? Eles querem me fazer crer. Eles querem me fazer crer que estou vivo. Que estou vivo e o retorno é sempre possível.