Arquivo para setembro, 2012

a PeRDa DaS MeDiDaS

Posted in Sem-categoria on 21 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

STaRT uP

Posted in Sem-categoria on 19 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

CiCLo ReiNíCio

Posted in Art, arte, Lançamento, Literatura Brasileira, literature, O azul versus o cinza, Poema Visual, Poetry on 18 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

 

uMa VaLiSe à GeRMiNa

Posted in Aqueiva, Art, arte, artes plásticas, Germina, literatura, literature, poema, Poema Visual, semiótica, Valises on 14 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

DuaS VaLiSeS: ao CRoNóPioS e às MaLLaRMaRGeNS

Posted in Aqueiva, Art, artes plásticas, Artes Visuais, Cronópios, literatura, Literatura Brasileira, literature, Mallarmargens, poema, Poema Visual, poesia, Poetry, semiótica on 14 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

PeRFoRMaNCe do CoLeTiVo QuaTaTi

Posted in Art, arte, clarice lispector, Coletivo, literatura, Literatura Brasileira, literature, QUATATI, teatro on 13 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

NÓS NO MUNDO – POLIFONIA DA REALIDADE

 

Por Fáttima BRITTO e Marco AQUEIVA

– EU.

– VOCÊ.

– NÓS.

– TODOS NÓS!

– CHEGAMOS AGORA.

– E O QUE TEMOS MESMO A DIZER?

<<<  PAUSA  >>>

– VIDA TODA LINGUAGEM.

– FRASE PERFEITA SEMPRE.

– TALVEZ VERSO.

– VIDA LINGUAGEM? FRASE PERFEITA?

– GRANDE SERTÃO SIM! VEREDAS E RIOBALDO.

– EU. VOCÊ. NÓS. TODOS NÓS!

<<<  PAUSA  >>>

– TODOS NÓS EM PLENA TRAVESSIA.

– TODOS NÓS UM PEQUENO GRANDE QUATATI SAINDO DA TOCA…

– CRUZANDO ENCRUZILHADAS,

– VISLUMBRANDO PONTES.

– MAS SINHÁ VITÓRIA NÃO CONSEGUIA ENXERGAR PONTES… NEM CAMA…

– E “DIADORIM ERA MAIS DO ÓDIO QUE DO AMOR?”

–  E O QUE PENSAM  OS QUATIS ATIRADOS ÀS MARGENS, POR CARROS VELOZES, VOANDO POR ESTRADAS ESBURACADAS EM NOITES ESCURAS?

– O SANGUE QUENTE ESFRIANDO NO ASFALTO.

<<<  PAUSA  >>>

– E LUÍS DA SILVA CAMINHANDO ENTRE MULTIDÕES, PRONTO A ENFORCAR-SE COM A PRÓPRIA GRAVATA? O QUE PENSAVA?

– GRACILIANO DESCOBRIU UM DENTRE MILHÕES… MILHÕES QUE HOJE ESTÃO ESPIANDO AS PRÓPRIAS GRAVATAS, AMEAÇANDO SAIR DE CENA…

– SIM, SIM. HÁ SEMPRE CRIMES E CASTIGOS MESMO QUE NÃO EXISTA CULPA.

– HÁ MESMO FRASES PERFEITAS?

– NÃO SEI.

– TALVEZ VERSOS.

– MAS HÁ AS SERRAS ALÉM DAS CIDADES ENTULHADAS DE TECNOLOGIA E DE SEUS VAZIOS.

– SIM. HÁ AS SERRAS ONDE CORREM CRIANÇAS DESCALÇAS E FAMINTAS…

– PERFEITA?

– NÃO SEI. TALVEZ VERSOS.

– ESPEREM!  MIREM, VEJAM: O MAIS BONITO

– O mais importante e bonito do mundo é isto:

– que as pessoas não estão sempre iguais, mas que elas vão sempre mudando.

<<<  PAUSA  >>>

– COMO ASSIM? HÁ TANTOS COMO PAULO HONÓRIO AFOGANDO-SE EM SOLIDÃO!

–  E  TANTO DE DOM CASMURRO NA OFICINA DE HOMENS SE FAZENDO

– HOMENS SE FAZENDO NA OFICINA?

– HOMENS SE FAZENDO CASMURROS BONAPARTES, ÁTILAS POR TODA PARTE

– BUSH (TOSSE) BUSH

– ROSE BUSH

– DEATH BUSH

– 11 DE SETEMBRO

<<<  PAUSA  >>>

– NÃO FAÇA RODEIOS

– HOMENS SE FAZENDO CAMINHO

– UMA BANDA PODRE, UM LUGAR INDESEJÁVEL ONDE NÃO ESTAMOS

– UMA ERRADA QUE NÃO SE ESPERA CONHECER

– E BEM OU MAL CONHECEMOS

– SEM QUERER VER A PRÓPRIA VERDADE NOS OLHOS CIGANOS, DE RESSACA…

– MAS HÁ A POESIA, QUE É A NOSSA CACHAÇA DE TODO DIA…

– E HÁ O SONO, A BREVE MORTE DE CADA NOITE…

– MAS DE QUE VALE O SONO SE HÁ VOCÊ E EU E NÓS NESSE GRANDE POÇO DE AREIA MOVEDIÇA?

– MAS TAMBÉM  HÁ SEMPRE PALAVRAS EM QUE  PODEMOS NOS APOIAR…

– SIM. HÁ SEMPRE PALAVRAS. SEMPRE HAVERÁ PALAVRAS!

– SEMPRE HÁ COMÍCIOS POSSÍVEIS: ABAIXO A INSÔNIA DO DESEMPREGO!

– ABAIXO A INSÔNIA DA LUTA SEM SUSTENTAÇÃO

– INADIÁVEL E PERDIDA

– ABAIXO A INSÔNIA DA CONTA A PAGAR!

– E A INSÔNIA DO AMOR IMPOSSÍVEL…

– HÁ SEMPRE PALAVRAS E  ESPERANÇA…

– SIM! HÁ  SEMPRE ALGUÉM ESPERANDO, ESPERANDO, ESPERANDO…

– MAS GODOT…? GODOT TALVEZ NÃO VENHA NUNCA, E TUDO PARECE CADA VEZ MAIS ABSURDO!

<<<  PAUSA  >>>

– MEU AMIGO, ESQUEÇA ISSO. HÁ SEMPRE MAIS MISTÉRIOS ENTRE O CÉU E A TERRA…

– DO QUE JULGA NOSSA OPORTUNA FILOSOFIA?

– PAREM PAREM COM ISSO! NÃO VIVEMOS EM TEMPOS DE FILOSOFIAS…

– NÃO SOMOS HOMENS DE FILOSOFIAS? POR QUÊ?

– POR QUÊ? SIM, POR QUE SE SOMOS FEITOS DA MATÉRIA DE QUE SÃO FEITOS OS SONHOS?

– O QUÊ? QUEM É FEITO DA MATÉRIA DE QUE SÃO FEITOS OS SONHOS?

SILÊNCIO

– UM PEQUENO GRANDE QUATATI: OLHOS FAMINTOS, PATAS ÁGEIS, SANGUE A SER RECOLHIDO DO ASFALTO; EM BUSCA DE PONTES E PONTES…

– EM BUSCA DE PONTOS QUE FORMEM FIGURAS, QUE FORMEM SENTIDOS…

–  SINHÁ VITÓRIA, DIADORIM,  LUÍS DA SILVA, PAULO HONÓRIO, DOM CASMURRO, BUSH

– BUSH NÃO!

– TIREMOS OS TANTOS BUSHES DA ROSEIRA

– E DESTA FLOR DE AUDITÓRIO

– AUDITÓRIO EM FLOR, FLORAÇÃO DE SONHOS

– VIDA TODA LINGUAGEM, OFICINA DE SOLIDÕES E SONHOS INCOMUNICÁVEIS

– SINHÁ VITÓRIA, DIADORIM,  LUÍS DA SILVA, PAULO HONÓRIO, DOM CASMURRO, CAPITU, JACINTO,  VOCÊ, EU, NÓS, TODOS NÓS…

– E HÁ MACABEIAS E FABIANOS…

– SIM… SINHÁ VITÓRIA  TINHA UM SONHO: SONHAVA COM UMA CAMA. FABIANO NÃO TINHA LINGUAGEM E  SEQUER SONHAVA EM TÊ-LA. SABIA QUE JAMAIS PODERIA TÊ-LA…

– MAS O VAQUEIRO TINHA MEDO, MUITO MEDO…

– MEDO DO PATRÃO QUE LHE TIRAVA AS MOEDAS E SUGAVA O SANGUE DA PELE VERMELHA DO SOL DO SERTÃO.

<<<  PAUSA  >>>

– TER MEDO É VIVER PELA METADE?

– TODO O MAL DO MUNDO VEM DE NOS IMPORTARMOS UNS COM OS OUTROS?

– O GRANDE E TRISTE ALBERTO CAEIRO. APENAS UMA FACETA…

– PESSOA FOI 50? FOI 70? MÁRIO DE ANDRADE FOI 350?

– É NÓS? E NÓS QUANTOS SOMOS?

– SOMOS TANTOS E TANTOS E TANTOS E SOMOS ATÉ A CLARA CLARICE

– QUE DISSE, TALVEZ EM UMA TARDE DE OUTONO, RODEADA DE GATOS,  UM POUCO ANTES DE MORRER, ACOSSADA POR UM CÂNCER, EM 1977:

– “SIM, MINHA FORÇA ESTÁ NA SOLIDÃO.”

<<<  PAUSA  >>>

– DOCE E DURA CLARICE, VIDA TODA LINGUAGEM

– TODA LINGUAGEM, SONHOS POR COMPARTILHAR

– UM GALO SÓ NÃO CANTA O AMANHÃ.

– Um galo sozinho não tece uma manhã:
– ele precisará sempre de outros galos.
– De um que apanhe esse grito que ele
– e o lance a outro; de um outro galo
– que apanhe o grito que um galo antes
– e o lance a outro; e de outros galos
– que com muitos outros galos se cruzem
– os fios de sol de seus gritos de galo,
– para que a manhã, desde uma teia tênue,
– se vá tecendo, entre todos os galos.
– E se encorpando em tela, entre todos,
– se erguendo tenda, onde entrem todos,
– se entretendendo para todos, no toldo
– (a manhã) que plana livre de armação.
– A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
– que, tecido, se eleva por si: luz balão.

<<<  PAUSA  >>>

– CHEGAMOS AGORA. E O QUE TEMOS MESMO A DIZER?

A uMa VaLiSe do LaNçaMeNtO

Posted in Sem-categoria on 11 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

Há uma semana do lançamento
e a história a seu tempo
se refaz no poder mágico do futuro