Archive for the Carlos Pessoa Rosa Category

Carlos Pessoa Rosa

Posted in Carlos Pessoa Rosa, Dulcinéia Catadora, Lúcia Pessoa Rosa on 7 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

por Marco Aqueiva

Carlos Alberto Pessoa Rosa é desses que encarnam os limites extremos e comunicantes da vida: medicina e literatura.
Visceralmente envolvido em projetos: visceralmente generoso ao envolver-se nos projetos dos amigos. É parecerista do CRM. É engajado no Cronópios e no Dulcineia Catadora. Só para citar uns poucos exemplos. Fez ontem, seis de setembro, aniversário. Certamente teremos muita coisa ainda  a esperar e compartilhar dele. Parabéns, amigo e parceiro!!

Aproveitamos o ensejo para exibir videocast com ele e Lúcia Rosa. Ambos engajados em projetos
culturais, que constroem emoções verdadeiras e uma nova perspectiva de mundo.
Vale a pena conferir.

Da MulhER de VERde

Posted in Carlos Pessoa Rosa, Literatura 2011, Literatura Brasileira, literature, poema, poesia, Valises on 20 agosto, 2011 by Marco Aqueiva

mais

da maçã verde, oferecida abaixo, em escatológico-apocalíptico-atmosférico

http://meiotom.blog.uol.com.br/

anTeNe-Se na VaLiSe inConSpuRcáVeL (parte Ii)

Posted in Art, arte, Arte engajada, artes plásticas, Carlos Pessoa Rosa, conto, literatura, Literatura 2010, Literatura Brasileira, literature, Musica cubana, narrativa, prosa ficcional, semiótica, Silvio Rodriguez, Valise 2010, Valises on 29 junho, 2010 by Marco Aqueiva

PITANGAS IMPLODEM MÊNSTRUO 

por Carlos Pessoa Rosa

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lances de escada avançam sobre a língua de fogo. o rei debulha grãos de idéias sobre o tapete vermelho enquanto a mulher rosna melancolias e roça ostras no fundo de saco. há uma chuva melancólica de fim de tarde que abraça o vazio contendo em seu corpo a morte. que túmulo receberá o corpo sorumbático de um rei sem coroa enquanto a mulher gralha a melancolia transgênica em fim de tarde?

(úmida tarde onde repousa um véu crepuscular e o homem é espremido como pasta de dente. de seu interior sai o branco das baratas.)

ao longe estradas descansam mundanas. no céu desponta a Lua diante dos dedos do cego de Diderot. ah, delírios dos impertinentes! da ferradura de Baco, da papoula incandescente da loucura, do pó branco que avassala a ordem das palavras. é da mulher o mênstruo incontido do gozo; do homem a umidade das uretras virgens. há uma escada que sobe sobre as chamas a caminho do inferno, um rei uma rainha um homem uma mulher nos óvulos da noite que nenhuma criança ou poeta alcançam nesta orgia de palavras frases imagens soltas.

(mão de obra é a orgia incandescente da escravidão quando as mãos de miseráveis ardem no calor das injustiças.)

vasculha basculha entorse dor de dente mão no bolso bueiro. plúmbea chove
urubus e rosas. pitangas implodem mênstruo, o clitóris adocicado da boceta dos deuses. o imaginário frestas raios porvir. há uma ave migrante de solo pátrio estrangeiro e a cruz no chamamento. plúmbea chuva ostras e rastros. pássaros gorjeiam gozos. umidade no campo ora. o sino cala a igreja onde Deus imola e o poeta masturba palavras. há palavras soltas no pasto, loucura de Eros, cobra em posição de bote, no aguardo. não demora carrapatos festejam o sangue quente de quem venceu tânatos e as heras continuam a agarrar-se nas paredes.

(natal ao miserável é consumir a falta. dois cães aguardando restos seria mais aceitável, mas são seres humanos os dois de cócoras roçando o fundo de latas na calçada.)

cúmulus em tarde ensoluada, o vento descansa no prado, tudo é silêncio nos galhos e copas das árvores. em algum lugar homens guerreiam (por aqui nem uma bala perdida). cercas blocos argamassa vagas não arredam pé do descanso. meu corpo como churrasco nos vãos dos mistérios, noite se achegando fria à caça de sonhos e pesadelos, arremedos do que na vida claustrofóbico. o diabo arranca água e duas luas de um coco. ao longe o apito de um trem, de uma estrada de ferro inexistente…

(e os viajantes na impossibilidade de um destino.)

 

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Imagem: Marco Aqueiva

uM cOpO de cÓLerA

Posted in Carlos Pessoa Rosa, literatura, Literatura Brasileira, Raduan Nassar, semiótica, Um copo de cólera on 9 outubro, 2009 by Marco Aqueiva

Um copo de colera 1[1]

Neste encontro em que será exibido e discutido Um copo de cólera, contaremos, eu e Gonçalo, com a presença de Carlos Pessoa Rosa, poeta, contista, ensaísta e um dos coordenadores do projeto Dulcinéia Catadora.

cólera

 

colera