Archive for the Dia do Professor Category

E nem Enem (novela crítica) ii

Posted in Dia do Professor, E nem, Educador, ENEM 2009, Professor on 2 outubro, 2009 by Marco Aqueiva

Professor

Mas isso é lá com o Benê, teria dito um dos atravessadores. A certeza estava lá. Na lábia. Para ganhar comissão. Acreditemos nos sinais: um contato telefônico e a Moral da Cegonha: ignorância real das coisas + fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole entre indiferente e curiosa. E o dono de pizzaria oferecendo pizzas a quatro dias da prova? E nem que a prova tivesse sido aplicada, a alegria da pizza com  guaraná seria mesmo para depois do Carnaval. A prova dos nove não é o vestiba. E quem mesmo vai pagar os R$ 34 milhões da pizza? Isso, é bom mesmo que se saiba, é lá com o Benedito…

E nem Enem (novela crítica)

Posted in Dia do Professor, E nem, Educador, ENEM 2009, Professor on 1 outubro, 2009 by Marco Aqueiva

Professor

 

E nem

 

por Marco Aqueiva

 

Melhoria genética da nação. Centenas de milhares de estudantes confinados por mais 45 dias. Confinados e alimentados com ração de engorda limitada a doses e mais doses de estudo intensivo. Estudo não é outra coisa que trabalho cuidadoso, ensina a etimologia, e a engorda a que estão submetidos os estudantes segue as normas de padronização estabelecidas para a criação de estudantes preparados para enfrentar o matadouro Internacional, digo, o mercado nacional. Busca-se a proeza de superar os índices de produtividade ano após ano. Os estudantes de Santa Fé do Sul são mais produtivos que aqueles de Olhos d’Água? O rendimento máximo é resultado de uma proteína natural e eficaz que, introduzida na corrente sanguínea dos munícipes, certifica que todos os brasileiros estão presos e condenados à escola, à padronização, à engorda, ou qualquer outro nome, que no caso das cadeias de produção, ou nação, dá no mesmo E nem poderia dar outra.

A VaLiSe DO PROFESSOR

Posted in Art, arte, Dia do Professor, Dissertação, Magistério, semiótica on 31 outubro, 2008 by Marco Aqueiva

 

Fátima Brito propôs ao Projeto Valise 2008, ao final de setembro, organizar entre os alunos do Colégio Atibaia um concurso de redação nas modalidades NARRATIVA (destinada aos alunos do ensino fundamental – 8º e 9º anos) e DISSERTATIVA (aos alunos do ensino médio – 1º, 2º e 3º anos), respondendo essencialmente às seguintes questões: – que motivações pessoais levam à escolha pela profissão de PROFESSOR? Estariam certos os que atribuem a ela o caráter de missão? Enfim, o que há na valise do professor ?

 

Informamos que está em andamento a pré-seleção dos finalistas à categoria narração.

 

Quanto à categoria dissertação, comunicamos que, tendo sido feita a pré-seleção, foram submetidos os cinco textos finalistas à comissão julgadora composta por:

 

– Carlos Pessoa Rosa

– Carmen Presotto

– Nilza Amaral

– Pedro Du Bois

– Tânia Du Bois

 

Temos então o prazer de, ainda no mês de outubro, em homenagem aos professores, anunciarmos os dois vencedores:

 

1º LUGAR:  Débora Barbosa Roncon – 2º ano EM

2º LUGAR:  Leandro Henrique de Oliveira – 3º ano EM

 

É assim com imensa satisfação que parabenizamos os vencedores pela expressividade de seus textos, bem como todos os participantes pela disposição e empenho na atividade.

 

Por fim, cabe a nós agradecermos em especial o acolhimento da proposta pelos membros do júri, que de pronto se dispuseram a pôr seus sobejos talentos a serviço da descoberta de novos talentos.

 

 

Visão, missão, profissão

 

por Débora Barbosa Roncon

 

 

 

Ser simplesmente um profissional não  torna alguém satisfeito com a sua existência. Há, em cada um, a necessidade de descobrir a missão que lhe foi imputada; todos, sem exceção, possuem a sua.

 

Toda profissão tem sua identidade, seu mérito, sua incumbência, porém a de um professor é peculiar, não a de um professor meramente profissional, aquele que atua apenas por ofício, mas a daquele que leciona por paixão. Este ser humano guarda dentro de si sentimentos benevolentes para com o próximo; tem sede de amar, de compreender, de ensinar, de aprender, de beneficiar. Em sua valise, carrega experiência de vida e a compartilha com outros. Necessita envolver-se.

 

Por isso, não são raros os casos em quem professores aconselham alunos; em que alunos se sentem mais íntimos deles (professores) do que de seus pais. A fome de levar conhecimento é tanta, que enfrentam obstáculos, como rejeição, e preconceito, como falta de infra-estrutura escolar e salários baixos.Todavia, faltam hoje no Brasil professores apaixonados, e tem crescido o número daqueles que são apenas profissionais.

 

A imagem social do professor está embaçada. Cabe a cada um retirar as barreiras que o impedem de enxergá-la em toda sua dimensão e dar a ela o valor que lhe é devido.

 

O Prazer de Ensinar

 

por Leandro Henrique de Oliveira

 

 

 

A cada dia que passa vemos que a educação vem ocupando papel de destaque na formação de um país, fato que faz do professor o profissional mais indicado para semear hoje para que haja colheita no amanhã, mesmo que neste amanhã não esteja mais aqui para contemplar o sucesso de seus alunos.

 

O educador renuncia um pouco de si a cada dia, vive em constante processo de formação técnica e humana. Em seu dia-a-dia na sala de aula,  não só ensina a resolução de uma expressão numérica ou a elaboração de uma redação, também ajuda na preparação do nosso futuro, possibilitando que carreguemos, em nossa valise pessoal, o ensinamento eterno.

 

Ser professor é vocação, temperada por várias noites em branco, inúmeras tarefas a serem corrigidas, uma rotina dura. Não raro, equilibram -se entre três turnos de trabalho, tentando manter o humor e competência em todos. Entram às vezes indispostos na sala de aula e mesmo assim convertem seu cansaço em um ensinamento profícuo, professando sua fé na certeza de que nada será em vão.

 

Enfim o professor é o mestre que tem consciência do seu papel profissional, aponta os caminhos a serem percorridos, deixando-nos, porém, caminharmos com nossos próprios pés. Por incontáveis vezes, tornam-se pai, mãe, e até mesmo psicólogo para tentarem nos entender. E, com essa sobrecarga, seguem sua rotina, lutando por um salário digno, que traduza com justiça sua importância social, sempre buscando compartilhar seu saber. Mas, acima de tudo, persistem em nos oferecer asas para que possamos voar sozinhos.

 

Arte: Marco Aqueiva