Archive for the Ensaio Category

EstudantES pOdEm e dEvEm SEr pOEtaS

Posted in Ensaio, Literatura sem fronteiras, Poetry, prosa poética on 5 agosto, 2011 by Marco Aqueiva

 

Todo ser humano que acende as luzes para ouvir o som correndo nas ruas avenidas praças atravessando montanhas e desertos. Todo ser humano que traz nos olhos ângulos lâminas tons afiados capazes de interrogar as tantas vozes do mundo. Todo ser humano que chega dando voz a todas as coisas dentro de camadas de névoa e escuridão.
 
Início de um texto publicado em Literatura sem Fronteiras.
 
Faço então o convite a conferir a íntegra do texto, é só clicar no link
http://literaturasemfronteiras.blogspot.com/2011/08/estudantes-podem-e-devem-ser-poetas.html
 
 
 
 

Imagens da noite: diálogo com muitas vozes

Posted in Art, arte, Chico Science, Crítica, Crítica Literária, Cronópios, Ensaio, Fred Zero Quatro, literatura, Literatura 2011, Literatura Brasileira, literatura latino-americana, Nação Zumbi, Poética, poesia, Poetry, prosa poética, semiótica, Valises on 25 fevereiro, 2011 by Marco Aqueiva

Há poucos dias foi publicado no CRONÓPIOS o primeiro texto de uma série em que dialogo com vozes da atual produção poética brasileira.

Ficarei bastante contente e satisfeito se acompanharem a publicação.

Confiram o início

http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4909

 

Do poeta retraços nem em Marte nem em Terra

Posted in Cronópios, David Bowie, Ensaio, Literatura 2010, Literatura Brasileira on 18 agosto, 2010 by Marco Aqueiva

 

Logística e transporte possibilitam mergulhos incríveis sem sair de casa. Agente de viagens não é agente literário. Opções na medida certa só o Cruzeiro do Sul a bordo de uma tam boa refeição de lendas e letras.

 Leia mais de

Retraços do poeta de quando nem em Marte nem em Terra

no link

http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=4699

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Por Marco Aqueiva

 

Agá dois horas

Posted in Cronópios, Ensaio, literatura, Literatura 2010, Literatura Brasileira, literature on 19 junho, 2010 by Marco Aqueiva

por Carlos Pessoa Rosa

     

Se não todos, pelo menos a maioria dos escritores vive entre o vazio claustrofóbico da criação e o olhar voyeur do leitor. Não são muito afeitos a contatos, também é verdade. Detestam compartilhar. Bem diferente dos adeptos das filmadoras, estes sim adoradores das luzes, sombras e imagens. Texto e imagem podem formar um amálgama que não é literatura nem filme, mas outra coisa, um alinhavar de palavras, um fazer bainhas, um entorse de imagens, cronos e ópio. Poesia é esse antever o cinema. Agá dois horas, estilhaços líquidos, onde saudade é crocodilo e o tempo: capitão Gancho. Devaneio H2Horas é

para acessar o notável ensaio na íntegra, clique no link abaixo

http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=4613

Uma VaLiSe à R F

Posted in Ensaio, literatura, Literatura 2010, Literatura Brasileira, literatura latino-americana, literature, prosa ficcional, prosa poética, Rubem Fonseca, semiótica on 18 maio, 2010 by Marco Aqueiva

http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/ma_aleph.shtml

a artE dE pEnsaR Em malaS

Posted in Art, arte, Ensaio, poesia, Poetry on 5 outubro, 2009 by Marco Aqueiva

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por Tânia Du Bois

 

  A arte de pensar em malas está na arte de optar.

            Alguém pode imaginar um verão sem praia? Impossível. O mesmo é pensar em malas, sem viagem. As férias não seriam as mesmas.

            Há muito tempo o objeto mala, e tudo o que ele representa, rende histórias inesgotáveis, em busca de personagens marcantes.

            Quando falo em malas, logo penso em viagem: uma conjunção perfeita. Permite que os pensamentos voem espontaneamente, até a imaginação tomar conta e me fazer sentir a diferença ao ler esses poemas que me provocam sensação de bem estar, ao saber o que os poetas pensam sobre as malas:

            Clauder Arcanjo:

            “– Mala, malinha, maleta!… Eu sabia que tu serias minha, mala, malinha, maleta.

            E ela passava a mão no couro da mala, acariciando-a, como se feliz pela conquista.

            Era um sonho que, enfim virara realidade.

            Muitas curvas se deram, mas agora esta seria sua, como sempre desejara.

            – Mala, malinha, maleta!… Eu sabia que tu serias minha, mala, malinha, maleta”

            As malas têm valores diferentes. Posso descobrir os benefícios na escolha, para garantir o pique ao colocar o pé na estrada; que seja moderna e resistente, fácil de limpar.

            Francisco Alvim:

            “Está de malas prontas?

            Aproveite bastante. Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum.

            Tudo de bom.

            Não volte nunca mais.”

            Parece coisa de turista? Bem, pode ser…

            Não deixo que as malas tomem conta da minha viagem. Uma só mala é o suficiente para o visual. Mas se quiser, ouso: curto o máximo da viagem.

            Pedro Du Bois:

            “… ao regressar de corpo e alma

            trouxe na mala as lágrimas

            de ter estado longe

            e tão perto de perder

            a vida em pensamentos.”

            Há quem diga: sou uma mala sem alça. As pessoas gostam de brincar sobre as suas muitas conquistas, mas nenhuma se compara ao fato de acreditarem que revelam, ainda, um vínculo emocional com a mala, e se mantém poderosas.

            Alberto Caeiro:

            “… Não era mulher: era uma mala

            Em que ele tinha vindo do céu.

            E queriam que ele, que só nascera da mãe,

            E nunca tivera pai para amar com respeito

            Pregasse a bondade e a justiça!”

            Vale a viagem! Boa oportunidade para comprovar que apreciar os campos verdes é muito mais que o jardim de casa. Que conhecer a cidade com vida cultural, faz-me sentir inspirada. As malas colocam suas energias nesses objetivos.

            Luiz Coronel:

            “Beijo

            a manhã

            num bocejo.

                     Arrumo as malas

            A brisa

            bate em minha vidraça,

            alcançando

            uma petúnia desgarrada.

 

                     Sinto fome,

                     quero morder

                    minhas amadas

                   que se perderam

                  na neblina do inverno.

 

            Volto para casa.

            Pego as malas

            e embarco

            na estação

            primavera.”

Artistas Provocadores

Posted in ação social, Arte engajada, Coletivo, Dulcinéia Catadora, Ensaio, literatura, Literatura Brasileira, literatura latino-americana on 25 junho, 2009 by Marco Aqueiva

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por Marco Aqueiva

Capa e papelão preparando olhos do futuro? Sabe-se lá do papelão que sai das árvores como papel, transita nos frutos por entre as mãos dos homens que vacilam. O papelão é hoje dos loucos, das putas e dos poetas.

Mas então que loucura e delírios resistem às capas? Tu tens idéia do que fazemos, ou deixamos de fazer?

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Leia texto na íntegra em Cronópios

http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=4048

Três VaLiSeS como ponto de ParTiDa

Posted in Art, arte, artes plásticas, Crítica, Ensaio, semiótica, Valises on 11 fevereiro, 2009 by Marco Aqueiva

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Uma valise à partida I

por Herman Melville

 

Sempre que sinto na boca uma amargura crescente, sempre que há em minha alma um novembro úmido e chuvoso, sempre que dou comigo parando involuntariamente diante de empresas funerárias ou formando fila em qualquer enterro e, especialmente, sempre que a minha hipocondria me domina a tal ponto que necessito apelar para um forte princípio de moral a fim de não sair deliberadamente à rua e atirar ao chão, sistematicamente, os chapéus das pessoas que passam… então, calculo que é tempo de fazer-me ao mar, e o mais depressa possível. O mar é meu substituto para pistola e a bala.

 

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Uma valise à partida II

por Marco Aqueiva

 

Há um desenho conhecidíssimo de Mário de Sá-Carneiro, de autoria do também órfico José de Almada Negreiros, que se notabiliza talvez por desvelar mais a imagem e a condição de poeta deste dileto confrade de Fernando Pessoa do que os inúmeros retratos que dele se fizeram em vida. Cabeça exageradamente pendida para trás, assume a figura representada ar perdido e contemplativo – o ar perdido e contemplativo de uns olhos vazios, fugidios, talvez em fuga da realidade, alçando-se da sensação ocasional e exterior, estimulada pelo meio circunstante, a correr no azul à busca da beleza.  Uma partida depois da outra Sá-Carneiro atualizou até certo ponto o nobre Xavier de Maistre.

 

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Uma valise à partida III

por Flávio Viegas Amoreira

 

Um filme de ação que inclui todos elementos de incerteza e desespero contemporâneos: assim é o último ´´Batman´´. Parece incrível que indústria do cinema exponha de modo tão surreal as mazelas dum mundo que sucumbe ao consumismo e à auto-destruição entorpecido por tentativas irracionais de redenção.

A corrupção entranhada nos interesses de oligopólios, a economia desapegada de qualquer consideração humanística, o convívio antropofágico e ultracompetitivo nas metrópoles e o conformismo das massa alienadas são barril de pólvora ao pior dos horizontes: o niilismo, o momento em que a humanidade dará de ombros ao futuro e dirá ´´ mais nada a fazer…´´ Vendo Heath Ledger no papel do Coringa reporto a outros clássicos do bizarro ou patético: Charles Laughton no ´´Corcunda de Notre-Dame´´, Glória Swanson´Crepúsculo dos Deuses´´), Betty Davis (´´Baby Jane´´), Jack Nicholson (´´Iluminado´´) ou Anthony Hopkins (´´Silêncio dos Inocentes´´); Ledger  é magistral interprete do ´´Anticristo´´ de Nietzsche ou do ´´Homem Revoltado´´ de Camus. Profético momento em que o homem com rosto marcado de dor incinera pilhas de dinheiro roubado: Batman é super-herói fragilizado diante da onipresença de interesses mesquinhos e da ausência de utopias; só  o Coringa é capaz de colocar a nu a farsa das instituições, a impotência da Lei e as grandes corporações tomando lugar do Estado. A ambígua inteiração entre Bem e Mal e o fracasso dum projeto coletivo para o planeta são palco certo para Coringas aguardando o circo pegar fogo. Uma frase lapidar de Ledger, o palhaço das sombras: ´´A chave do caos é o medo.´´ Com o fim da guerra fria, convivemos não mais com uma hecatombe nuclear, mas vários estados paralelos, bombas sujas, conflitos pelo que resta de recursos naturais e o estilhaçamento do terror: a fobia é onipresente sem acordos bilaterais ou força de dissuasão ‘a anarquia. Quem negocia com quem? Qual última instância para tanta irracionalidade maquiada de ordem? As novas crenças servem ao bem-estar do indivíduo e sua prosperidade financeira: em cada esquina um bezerro de ouro é exaltado em nome da moral e da concorrência : as patologias agoram falam em Deus como drogas anti-desespero. O capitalismo é um fascismo em conta-gotas: o homem é livre só para querer! Não mais basta ser, nem mesmo ter, mas querer incessante. Quando todos ´desejarem´ querer, viveremos um cenário de ´´O Reino do Amanhã´´, livro premonitório de J.G. Ballard: ´´Os subúrbios sonham com a violência´´, diz esse mestre da ficção que antevê totalitarismo para conter a desordem numa sociedade sem perspectivas de compra ‘as suas inutilezasHeath Ledger ganhará o Oscar póstumo como ícone duma juventude sem rebeldia: vejo nos que chegam só desmotivação e desassistência. Ballard luta contra um câncer legando um documento sobre um mundo perigoso e transtornado.

Nessa passagem de ano as comemorações em Paris não tiveram luz e fogos de sempre: os afortunados temiam distúrbios das periferias. Vendo Heath Ledger e o sorriso deformado volto ‘a Albert Camus e o que sobrará para essa nossa ´´Gotham City´´: ´´revolta absoluta, insubmissão total, sabotagem como princípio, humor e culto do absurdo´´.  O caos só será vencido sem a cínica gargalhada do medo: Heath Ledger merece estatueta dourada do paraíso. Os visionários não passam do Sinai.

Cultura pop ou erudita me dizem o mesmo: o ser humano parece programado para sua auto-destruição.

Publicado primeiramente em http://revistapausa.blogspot.com/

 

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Arte: Marco Aqueiva 

 

 

A busca na VaLiSe de Hilda Hilst

Posted in Art, arte, Ensaio, Erotismo, escatológico, Hilda Hilst, literatura, literature, semiótica on 4 fevereiro, 2009 by Marco Aqueiva

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Hilda Hilst e a busca pelo Tríplice Acrobata

                                 por Rubens da Cunha

 

Em 4 de Fevereiro de 2004 a morte, a “velhíssima pequenina”,  encontrou Hilda Hilst, “duas fortes mulheres na sua dura hora”, como ela escreveu em Da morte. Odes Mínimas. Foram quase 50 anos dedicados à escrita de uma das mais provocadoras obras literárias do cenário contemporâneo brasileiro.

Na década de 60, depois da leitura de “Carta a El Grecco” de Nikos Kazantzakis, Hilda resolveu se afastar de uma vida social intensa para se dedicar unicamente à literatura. Começou a pensar que não haveria mais tempo para dizer tudo o que precisava dizer. Construiu uma casa nos arredores de Campinas- SP, a Casa do Sol, e a partir desse momento deu-se início a viagem de Hilda ao cerne da palavra, para tentar resolver o principal tema de sua obra: a busca por Deus. Para isso, ela traça dois percursos: a poesia e a prosa.

Na poesia, Hilda seguiu um caminho mais seguro, mantendo sempre a linguagem elevada, aproximada de características clássicas, como as cantigas de amor e de amigo. Livros como Jubilo, Memória, Noviciado da Paixão (1974), Da morte. Odes Mínimas (1980), Poemas Malditos, Gozosos e Devotos (1984) Cantares do Sem Nome e de Partidas (1995), entre outra dezena de títulos, demonstram uma poeta dona de versos hipnotizadores. A voz dos poemas de Hilda é quase sempre a da mulher que espera, que dialoga com alguém que está sempre de partida, ou para chegar, mas nunca presente. O amado, a poesia, a morte, Deus, fundem-se no canto hilstiano demonstrando a beleza e a melancolia dessa ausência.

Mas foi na prosa o espaço escolhido para os embates, as grandes provocações, os encontros entre o nojo e o sublime, a escatologia, o delírio da linguagem. A prosa de Hilda foi a causadora de alguns adjetivos que a acompanharam, principalmente na fase final da vida: a velha louca, devassa, pornográfica, a escritora maldita e difícil.

O medo da morte, a velhice, o sexo, a loucura, a metalinguagem, são os elementos principais usados por Hilda na busca por Deus. Os textos vêm sempre repletos de referências literárias, filosóficas, religiosas, são densos porque escritos em fluxo descontínuo, entremeados por poemas, diálogos, digressões. O narrador quase nunca é definido, o foco narrativo muda constantemente, estamos dentro de cabeças perturbadas, geralmente tripartidas: “eu sou três, eu amo Ruisis e amo Ruiska, odeio Ruisis e odeio Ruiska, amodeio Rukah” grita Ruiska, personagem de Fluxo, do livro inicial em prosa Fluxo-Floema, publicado em 1970. Estamos dentro de vozes externas e internas, de pensamentos velozes e conturbados, capazes de nos tirar o fôlego e todas as certezas. Ruiska, Qadós, Agda, Hillé, Tadeu, Crasso, Karl, Vitório, são algumas dos personagens-máscara de Hilda. Muitos são escritores, todos são preenchidos pela ideia obsessiva da busca por Deus.

Outro ponto marcante dessa obra é o erotismo, sempre presente, no entanto aprofundado na famosa trilogia pornográfica: O caderno Rosa de Lori Lambi (1990), Contos de Escárnio. Textos Grotescos. (1990) e Cartas de um Sedutor (1991), três livros que causaram polêmica porque num primeiro momento acreditou-se que a grande escritora tinha se tornado uma escritora pornográfica, superficial. Ledo engano, Hilda apenas aprofundou uma característica essencial de sua obra, o erotismo, e adensou o humor escrachado que já vinha praticando anteriormente. O que temos são três livros em que todas as questões essenciais de Hilda permanecem inalteradas. A diferença é que essas questões são colocadas enquanto os personagens fornicam, ou fodem, para usar um termo mais Hilstiano.

O último livro de Hilda foi Estar Sendo. Ter Sido. (1995) uma espécie de testamento literário, onde se encontraram todos os gêneros, as buscas, e muitos dos personagens anteriores. Estar Sendo. Ter Sido. fecha o projeto da busca com a seguinte constatação decepcionada: “… minha vontade de livrar-me de todos e só encontrar o Cara-mínima. afinal fomos feitos pra quê, hen? afinal você aprende aprende, quando está tudo pertinho da compreensão, você só sabe que já vai morrer. que judiaria! que terror! o homem todo aprumado diz de repente: quase que já sei, e aí aquela explosão, aquele vômito, alguns estertores, babas, alguns coices, um jato de excremento e pssss… o homem foi-se.”

Para chegar a essa conclusão, Hilda Hilst escreveu mais de 30 livros, carregou a amargura de ser pouco lida, pouco compreendida, mas manteve-se sempre fiel à palavra. Prova disso está nos versos iniciais de Amavisse (1989) que é também um resumo de si mesma e de sua busca:

 

Carrega-me contigo, Pássaro-Poesia

quando cruzares o Amanhã, a luz, o impossível

porque de barro e palha tem sido essa viagem

que faço a sós comigo. Isenta de traçado

ou de complicada geografia, sem nenhuma bagagem

hei de levar apenas vertigem e fé:

para teu corpo de luz, dois fardos breves.

Deixarei palavras e cantigas. E movediças

embaçadas vias de ilusão.

Não cantei cotidianos. Só a cantei a ti

Pássaro-Poesia

e a paisagem-limite: o fosso, o extremo

a convulsão do homem.

 

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Rubens da Cunha, poeta, cronista do Jornal A Notícia, caderno Anexo, mestrando em literatura pela UFSC.

 

viagem

Ele dizia:

Fugir! Largar a vela da saudade!

Jogar sobre as pupilas cansadas das insônias

a paisagem das ilhas e dos mares…

Corrigir enquanto é tempo e o sangue corre célere nas veias

O erro da quietude conformista!

                                  Sérgio Milliet

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Imagens: Magritte, Monet e Gauguin por Marco Aqueiva