Archive for the Literatura Brasileira Category

uMa VaLiSe ReTORNaNDO aO aZuL VeRSuS O CiNZa – 1

Posted in Literatura Brasileira, O azul versus o cinza, Poema Visual, poesia, Poetry, Valises on 2 fevereiro, 2013 by Marco Aqueiva

O azul versus o cinza_Reynaldo_Damazio

 

 

capa_avc

 

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http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=117&Itemid=53

 

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http://www.livrariacultura.com.br/Produto/Busca?Buscar=o%20azul%20versus%20o%20cinza

LaNÇaMeNTo de O AZuL VeRSuS o CiNZa em ATiBaiA

Posted in Aqueiva, Literatura Brasileira, O azul versus o cinza, poesia on 12 dezembro, 2012 by Marco Aqueiva

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VaLiSe de O azul versus o cinza

Posted in Art, arte, artes plásticas, Artes Visuais, Editora Patuá, literatura, Literatura Brasileira, literature, O azul versus o cinza, poema, Poema Visual, poesia, Poetry, Valises on 20 novembro, 2012 by Marco Aqueiva

uMa VaLiSe à MeCâNiCa CeLeSTe

Posted in Art, arte, artes plásticas, Artes Visuais, Literatura Brasileira, Poética, poema, poesia, Poetry, Valises on 20 outubro, 2012 by Marco Aqueiva

CiCLo ReiNíCio

Posted in Art, arte, Lançamento, Literatura Brasileira, literature, O azul versus o cinza, Poema Visual, Poetry on 18 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

 

DuaS VaLiSeS: ao CRoNóPioS e às MaLLaRMaRGeNS

Posted in Aqueiva, Art, artes plásticas, Artes Visuais, Cronópios, literatura, Literatura Brasileira, literature, Mallarmargens, poema, Poema Visual, poesia, Poetry, semiótica on 14 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

PeRFoRMaNCe do CoLeTiVo QuaTaTi

Posted in Art, arte, clarice lispector, Coletivo, literatura, Literatura Brasileira, literature, QUATATI, teatro on 13 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

NÓS NO MUNDO – POLIFONIA DA REALIDADE

 

Por Fáttima BRITTO e Marco AQUEIVA

– EU.

– VOCÊ.

– NÓS.

– TODOS NÓS!

– CHEGAMOS AGORA.

– E O QUE TEMOS MESMO A DIZER?

<<<  PAUSA  >>>

– VIDA TODA LINGUAGEM.

– FRASE PERFEITA SEMPRE.

– TALVEZ VERSO.

– VIDA LINGUAGEM? FRASE PERFEITA?

– GRANDE SERTÃO SIM! VEREDAS E RIOBALDO.

– EU. VOCÊ. NÓS. TODOS NÓS!

<<<  PAUSA  >>>

– TODOS NÓS EM PLENA TRAVESSIA.

– TODOS NÓS UM PEQUENO GRANDE QUATATI SAINDO DA TOCA…

– CRUZANDO ENCRUZILHADAS,

– VISLUMBRANDO PONTES.

– MAS SINHÁ VITÓRIA NÃO CONSEGUIA ENXERGAR PONTES… NEM CAMA…

– E “DIADORIM ERA MAIS DO ÓDIO QUE DO AMOR?”

–  E O QUE PENSAM  OS QUATIS ATIRADOS ÀS MARGENS, POR CARROS VELOZES, VOANDO POR ESTRADAS ESBURACADAS EM NOITES ESCURAS?

– O SANGUE QUENTE ESFRIANDO NO ASFALTO.

<<<  PAUSA  >>>

– E LUÍS DA SILVA CAMINHANDO ENTRE MULTIDÕES, PRONTO A ENFORCAR-SE COM A PRÓPRIA GRAVATA? O QUE PENSAVA?

– GRACILIANO DESCOBRIU UM DENTRE MILHÕES… MILHÕES QUE HOJE ESTÃO ESPIANDO AS PRÓPRIAS GRAVATAS, AMEAÇANDO SAIR DE CENA…

– SIM, SIM. HÁ SEMPRE CRIMES E CASTIGOS MESMO QUE NÃO EXISTA CULPA.

– HÁ MESMO FRASES PERFEITAS?

– NÃO SEI.

– TALVEZ VERSOS.

– MAS HÁ AS SERRAS ALÉM DAS CIDADES ENTULHADAS DE TECNOLOGIA E DE SEUS VAZIOS.

– SIM. HÁ AS SERRAS ONDE CORREM CRIANÇAS DESCALÇAS E FAMINTAS…

– PERFEITA?

– NÃO SEI. TALVEZ VERSOS.

– ESPEREM!  MIREM, VEJAM: O MAIS BONITO

– O mais importante e bonito do mundo é isto:

– que as pessoas não estão sempre iguais, mas que elas vão sempre mudando.

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– COMO ASSIM? HÁ TANTOS COMO PAULO HONÓRIO AFOGANDO-SE EM SOLIDÃO!

–  E  TANTO DE DOM CASMURRO NA OFICINA DE HOMENS SE FAZENDO

– HOMENS SE FAZENDO NA OFICINA?

– HOMENS SE FAZENDO CASMURROS BONAPARTES, ÁTILAS POR TODA PARTE

– BUSH (TOSSE) BUSH

– ROSE BUSH

– DEATH BUSH

– 11 DE SETEMBRO

<<<  PAUSA  >>>

– NÃO FAÇA RODEIOS

– HOMENS SE FAZENDO CAMINHO

– UMA BANDA PODRE, UM LUGAR INDESEJÁVEL ONDE NÃO ESTAMOS

– UMA ERRADA QUE NÃO SE ESPERA CONHECER

– E BEM OU MAL CONHECEMOS

– SEM QUERER VER A PRÓPRIA VERDADE NOS OLHOS CIGANOS, DE RESSACA…

– MAS HÁ A POESIA, QUE É A NOSSA CACHAÇA DE TODO DIA…

– E HÁ O SONO, A BREVE MORTE DE CADA NOITE…

– MAS DE QUE VALE O SONO SE HÁ VOCÊ E EU E NÓS NESSE GRANDE POÇO DE AREIA MOVEDIÇA?

– MAS TAMBÉM  HÁ SEMPRE PALAVRAS EM QUE  PODEMOS NOS APOIAR…

– SIM. HÁ SEMPRE PALAVRAS. SEMPRE HAVERÁ PALAVRAS!

– SEMPRE HÁ COMÍCIOS POSSÍVEIS: ABAIXO A INSÔNIA DO DESEMPREGO!

– ABAIXO A INSÔNIA DA LUTA SEM SUSTENTAÇÃO

– INADIÁVEL E PERDIDA

– ABAIXO A INSÔNIA DA CONTA A PAGAR!

– E A INSÔNIA DO AMOR IMPOSSÍVEL…

– HÁ SEMPRE PALAVRAS E  ESPERANÇA…

– SIM! HÁ  SEMPRE ALGUÉM ESPERANDO, ESPERANDO, ESPERANDO…

– MAS GODOT…? GODOT TALVEZ NÃO VENHA NUNCA, E TUDO PARECE CADA VEZ MAIS ABSURDO!

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– MEU AMIGO, ESQUEÇA ISSO. HÁ SEMPRE MAIS MISTÉRIOS ENTRE O CÉU E A TERRA…

– DO QUE JULGA NOSSA OPORTUNA FILOSOFIA?

– PAREM PAREM COM ISSO! NÃO VIVEMOS EM TEMPOS DE FILOSOFIAS…

– NÃO SOMOS HOMENS DE FILOSOFIAS? POR QUÊ?

– POR QUÊ? SIM, POR QUE SE SOMOS FEITOS DA MATÉRIA DE QUE SÃO FEITOS OS SONHOS?

– O QUÊ? QUEM É FEITO DA MATÉRIA DE QUE SÃO FEITOS OS SONHOS?

SILÊNCIO

– UM PEQUENO GRANDE QUATATI: OLHOS FAMINTOS, PATAS ÁGEIS, SANGUE A SER RECOLHIDO DO ASFALTO; EM BUSCA DE PONTES E PONTES…

– EM BUSCA DE PONTOS QUE FORMEM FIGURAS, QUE FORMEM SENTIDOS…

–  SINHÁ VITÓRIA, DIADORIM,  LUÍS DA SILVA, PAULO HONÓRIO, DOM CASMURRO, BUSH

– BUSH NÃO!

– TIREMOS OS TANTOS BUSHES DA ROSEIRA

– E DESTA FLOR DE AUDITÓRIO

– AUDITÓRIO EM FLOR, FLORAÇÃO DE SONHOS

– VIDA TODA LINGUAGEM, OFICINA DE SOLIDÕES E SONHOS INCOMUNICÁVEIS

– SINHÁ VITÓRIA, DIADORIM,  LUÍS DA SILVA, PAULO HONÓRIO, DOM CASMURRO, CAPITU, JACINTO,  VOCÊ, EU, NÓS, TODOS NÓS…

– E HÁ MACABEIAS E FABIANOS…

– SIM… SINHÁ VITÓRIA  TINHA UM SONHO: SONHAVA COM UMA CAMA. FABIANO NÃO TINHA LINGUAGEM E  SEQUER SONHAVA EM TÊ-LA. SABIA QUE JAMAIS PODERIA TÊ-LA…

– MAS O VAQUEIRO TINHA MEDO, MUITO MEDO…

– MEDO DO PATRÃO QUE LHE TIRAVA AS MOEDAS E SUGAVA O SANGUE DA PELE VERMELHA DO SOL DO SERTÃO.

<<<  PAUSA  >>>

– TER MEDO É VIVER PELA METADE?

– TODO O MAL DO MUNDO VEM DE NOS IMPORTARMOS UNS COM OS OUTROS?

– O GRANDE E TRISTE ALBERTO CAEIRO. APENAS UMA FACETA…

– PESSOA FOI 50? FOI 70? MÁRIO DE ANDRADE FOI 350?

– É NÓS? E NÓS QUANTOS SOMOS?

– SOMOS TANTOS E TANTOS E TANTOS E SOMOS ATÉ A CLARA CLARICE

– QUE DISSE, TALVEZ EM UMA TARDE DE OUTONO, RODEADA DE GATOS,  UM POUCO ANTES DE MORRER, ACOSSADA POR UM CÂNCER, EM 1977:

– “SIM, MINHA FORÇA ESTÁ NA SOLIDÃO.”

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– DOCE E DURA CLARICE, VIDA TODA LINGUAGEM

– TODA LINGUAGEM, SONHOS POR COMPARTILHAR

– UM GALO SÓ NÃO CANTA O AMANHÃ.

– Um galo sozinho não tece uma manhã:
– ele precisará sempre de outros galos.
– De um que apanhe esse grito que ele
– e o lance a outro; de um outro galo
– que apanhe o grito que um galo antes
– e o lance a outro; e de outros galos
– que com muitos outros galos se cruzem
– os fios de sol de seus gritos de galo,
– para que a manhã, desde uma teia tênue,
– se vá tecendo, entre todos os galos.
– E se encorpando em tela, entre todos,
– se erguendo tenda, onde entrem todos,
– se entretendendo para todos, no toldo
– (a manhã) que plana livre de armação.
– A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
– que, tecido, se eleva por si: luz balão.

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– CHEGAMOS AGORA. E O QUE TEMOS MESMO A DIZER?

QuaNDo o JoGo Não poDe SeR inTeRRoMpiDo

Posted in Crítica Literária, José Geraldo Neres, Literatura Brasileira, literature on 3 setembro, 2012 by Marco Aqueiva

por Marco Aqueiva

Depois da leitura dos originais de um belo texto de José Geraldo Neres.

“Um pedaço de chuva no bolso. A pele desfiada num rosário de carnes: as cores e as sombras brincam no relógio, sentam-se para chorar a colheita de espelhos, mares de espelhos a arrastar o tempo no interior do corpo.”

“Um pedaço de chuva no bolso” é um texto desafiador. E o tomamos – diga-se desde logo – no justo desafio de intentarmos compreender seu sentido como uma só carne, um sentido agregador que lhe subjaz o imaginário simbólico.

O leitor que aceita os termos do jogo que se impõe à leitura – e receio que lamentavelmente sejam poucos – vê-se seguidamente deslocado das certezas dadas pelos mecanismos lógicos da linguagem. Os belos versos e imagens traem a expectativa do leitor de concatenação imediata. Tudo que se afirma à frente é interpretação arriscada: risco com todo o sacrifício do erro! O firmamento é acessível com todo o risco de não se alcançar mais que uma nesga de céu.

Para a compreensão do texto, exige-se do leitor intuição. Desejável alguma familiaridade com a gramática analógica das grandes correntes simbólicas. A chave talvez seja o simbolismo judaico-cristão.

O simbolismo do jogo, caro ao texto, organiza a gramática do texto: o poético se vale do universo religioso, como dissemos. O texto só aparentemente se abre profano. De “Entre vozes” o mundo do pesadelo entre paredes: a subjetividade (narrador) que aprisiona sua vítima retoma Fortunato de O barril de amontillado. Ruínas e a vítima em sacrifício: o Homem que se pensa próspero é vítima da soberba, representação do tema da vingança e daquele que se vê aquém da possibilidade de salvação.

Anjo e corvos (novamente Poe à vista), Maria (a figura bíblica), o céu religioso e novamente o inferno existencial. Muito bonito o avanço tonal nesse O cálice na voz do corvo. Os brutos poderes da poesia desde aí assumem um tal dinamismo desde O sangue não tem portas, passando por Pupilas iluminadas, quando vem Elisa (a prometida) trazer a certeza do Jogo ao Narrador e ao Leitor.

“Ela (Elisa), uma chave, uma janela a provocar a curiosidade. Brinda pela vida, seu próprio destino. Quem chegará para entender seus jogos?”

Jogo que talvez seja paródia do casamento entre Narrador e narrado, entre Leitor perdido e texto, entre a direção do texto e “o rumo dos jogos, só com o prazer de se perder no labirinto: Elisa”.

Por essa perspectiva, pensamos que não é forçar dizer que Emanuel se traduz como o jogo está conosco. E não podemos Pará-lo. O sentido da vida e o sentido da Poesia e do texto estão infernalmente interligados. Estejam prontos para Este José Geraldo Neres.

 

CoNviTe paRa o LaNçaMeNTo de O aZuL veRSuS o CiNZa

Posted in Coletivo, Editora Patuá, Literatura Brasileira, literature, poesia, Poetry, QUATATI with tags , on 30 agosto, 2012 by Marco Aqueiva

ALGunS METroS dE SanGuE E Pó

Posted in Abaçaí, Aqueiva, Literatura Brasileira, literature, Mapa Cultural Paulista 2011-2012, poesia, Poetry on 1 julho, 2012 by Marco Aqueiva

Marco Aqueiva

Nessas ocasiões o asfalto às vezes reclama
um asfalto tocado por um sangue rasteiro
pesa até o erro na moça de olhos vermelhos
deslizando pela avenida o corpo estendido

O corpo bem pouquinho acumulara blindagem
um olho estica-se aos pingos da chuva nas árvores
o outro já tentara estrelas e outros colírios
e a língua agora coberta de asfalto e frouxas sílabas

Meio-fio segurando com destreza a cabeça
o asfalto desarrumado, vidro e gritos moídos
teria de limpar-se do sangue da carne da eficaz
indiferença e vestir-se de rodas outra vez

Mantém-se disforme nódoa no espesso retrovisor
agarra-se ao olho e às mãos da repulsa
cola-se ao para-brisa apenas um olho
o outro esmagado na extensão do asfalto

Repisando alguns metros de sangue e pó
sem lá chegar, a pupila sem órbita a esticar-se
nessas ocasiões sem outro pálio ou fronteira

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Poema premiado na fase estadual, edição 2011-2012,

do Mapa Cultural Paulista, categoria Poesia.