Archive for the Metamorfoses Category

GrãO pÚbiS da MedUsa para O GraNde pÚblicO

Posted in crônica, Cronópios, literatura, Literatura 2011, Literatura Brasileira, literature, Metamorfoses, Mito, Poética, semiótica on 22 dezembro, 2011 by Marco Aqueiva

 

Lenda de sólidos paparazzis viciando telespectadores e leitores numa sala de espelhos e reflexos. Ou no respaldo circular dos acessos solitários a web.

Trecho de crônica sobre o poder da mídia publicada no Cronópios. Para mais, segue o link:

http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=5256

VaLiSeS meta-PoéTicAs ii

Posted in Art, arte, literatura, literature, Metalinguagem, Metamorfoses, Murilo Mendes, Poética, poema, poesia, Poetry, semiótica on 15 março, 2009 by Marco Aqueiva

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Cancro

por Carlos Pessoa Rosa

 

de que oceanos
estas pedras de ouro?
de que hortas
estes homens de ferro?
de qual poema
esta inspiração papoula?

e o carro
segue no desdentado da pausa
no tom ascendente de crimes estrelares
entre o riso do fruto
e o choro minguante de orquídeas prenhes
que o parto é logo ali
no debruçar do vento alijado de sopros

de que mina
estas águas empoçadas?
de que fonte
estes frutos em ferrugem?
qual papoula
o poeta serviu ao poema?

e a pausa
escorre nos segundos da neve
no frio cadavérico das mesas de alumínio
entre a náusea do feito
e o vômito de um corpo apodrecido
que o fim é logo ali
no tempero de flatos recheados de legumes

: de quando nascentes
aspiram regras de triângulos isósceles
se poema amorfo
não pega doenças venéreas?

 

 

 

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A Criação e o Criador

por Murilo Mendes

 

 

O poema obscuro dorme na pedra:

 

“Levanta-te, toma essência, corpo”.

 

Imediatamente o poema corre na areia,

Sacode os pés onde já nascem asas,

Volta coberto com a espuma do oceano.

 

O poema entrando na cidade

É tentado e socorrido por um demônio,

Abraça-se ao busto de Altair,

Recebe contrastes do mundo inteiro,

Ouve a secreta sinfonia

Em combinação com o céu e os peixes.

 

E agora é ele quem me persegue

Ora branco, ora azul, ora negro,

É ele quem empunha o chicote

Até que o verbo da noite

O faça voltar domado

Ao pó de onde proveio.

 

 

+_+_+_+_+_+_+_+_

 

 

 

A Inicial

por Murilo Mendes

 

 

Os sons transportam o sino.

 

Abro a gaiola do céu,

Dei vida àquela nuvem.

 

As águas me bebem.

 

As criações orgânicas

Que eu levantei do caos

Sobem comigo

Sem o suporte da máquina,

Deixam este exílio composto

De água, terra, fogo e ar.

 

A inicial da minha amada

Surge na blusa do vento.

Refiz pensamentos, galeras…

Enquanto a tarde pousava

O candelabro aos meus pés.