Archive for the Philip Glass Category

GERMiNAndo: UivO pOr eSSa cOiSa dE paSSagEm

Posted in Allen Ginsberg, Germina, literatura, Literatura 2011, Literatura Brasileira, literatura latino-americana, literature, Philip Glass, Poética, poesia, Poetry, Poets in New York, prosa poética, semiótica, Valises on 3 janeiro, 2011 by Marco Aqueiva

que essa coisa de passagem me traz no uivo o eco de cada coisa. o rumor da monotonia sabe à árvore que espera. a presença da árvore junto ao portão sabe a um riso. adolescente incontido. as espirais da inocência sabem à menina por quantas ágeis curvas e inexprimíveis dores contornam o uivo. 

Mais do texto, vale navegar na Germina Literatura e chegar ao link abaixo:

http://www.germinaliteratura.com.br/

http://www.germinaliteratura.com.br/2010/marco_aqueiva.htm



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Num Café

Posted in Art, artes plásticas, conto, literatura, Literatura 2010, Literatura Brasileira, literature, música, Philip Glass, semiótica on 28 julho, 2010 by Marco Aqueiva

MIGUEL WESTERBERG - 2008 - Conversas no Café a Brasileira Chiado Lisboa

Por Marco Aqueiva

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Será mesmo um café? Relê. Acesso restrito a escritores e poetas. Luz convidativa. Entrada à direita livre. Ele lá fora num boteco sujo entre dejetos e dívidas. À esquerda põe os grandes olhos no bolinho de carne. Minhocas brotando do tecido orgânico que come. Esfrega os olhos e o verso do bolso quando a grama acaba. A alma do negócio é sempre uma receita contra o tédio. Mas será mesmo aquilo um café? Juntam-se agora aos dejetos, dívidas e dúvidas aquela que passa olho na perna. Será mesmo ela entrando no café que as memórias sentimentais me deixou rever? Ele lá na malhação dos olhos e da boca pesados de chorume. Minhocas, repete para si mesmo. Ele lá sem colírio ou listerine. No tráfego intenso atrás das bem fornidas pernas que entram, sem olhar para trás, à direita.

Imagem: MIGUEL WESTERBERG – 2008 – Conversas no Café a Brasileira Chiado Lisboa