Archive for the Tradução Category

VaLiSeS meta-PoéTicAs XxxxI

Posted in Art, arte, Crítica, literatura, literature, Metalinguagem, Poética, poema, poesia, Poetry, semiótica, Tradução with tags , , on 24 abril, 2010 by Marco Aqueiva

O vidro índigo da relva *

The indigo glass in the grass

 

         Por Wallace Stevens

 

Qual é a real –

Esta garrafa de vidro índigo na relva,

ou o banco com vaso de gerânios, o

colchão

manchado e o macacão lavando secando ao

sol?

Qual destes contém na verdade o mundo?

 

Nenhum dos dois, nem os dois juntos.

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 * trad. Régis Bonvicino

Metáfora_Gil

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H2Horas – Antologia do Cronópios

Posted in Art, arte, artes plásticas, Cronópios, literatura, Literatura 2010, Literatura Brasileira, literatura latino-americana, literature, Poética, poema, poesia, Poetry, prosa ficcional, semiótica, Tradução on 14 dezembro, 2009 by Marco Aqueiva

Não é exagero dizer que se trata de uma antologia marcante. Mais uma iniciativa do Cronópios fazendo história. Vale a pena conferir no link abaixo.

http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=4315

Uma VaLiSe ao Capitão

Posted in Art, arte, poesia, semiótica, Tradução, Walt Whitman on 19 dezembro, 2008 by Marco Aqueiva

whitman-captain

                                  Walt Whitman (1819 – 1892)

                                  Tradução por Jean Cristtus Portela

OH CAPTAIN! MY CAPTAIN!

 

O Captain! my Captain! our fearful trip is done,

The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won,

The port is near, the bells I hear, the people all exulting,

While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;

But O heart! heart! heart!
          O the bleeding drops of red,

    Where on the deck my Captain lies,

      Fallen cold and dead.

 

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;

Rise up – for you the flag is flung – for you the bugle trills,

For you bouquets and ribbon’d wreaths–for you the shores a-crowding,

For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;

Here Captain! dear father!

  This arm beneath your head!

    It is some dream that on the deck,

     You’ve fallen cold and dead.

 

My Captain does not answer, his lips are pale and still,

My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,

The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done,

From fearful trip the victor ship comes in with object won;

Exult O shores, and ring O bells!

  But I with mournful tread,

    Walk the deck my Captain lies,

      Fallen cold and dead.

 

 

 

Ó CAPITÃO! MEU CAPITÃO!

 

Ó Capitão! Meu Capitão! Nossa temerosa jornada é finda,

A nau resistiu à ruína, a recompensa almejada foi recebida,

O porto está perto, o tocar do sino é certo, o povo exulta,

Enquanto olhos seguem a sólida barcaça, nave intrépida e impoluta;
         Mas Ó coração! coração! coração!

   Gotas de sangue em fio.

      No convés repousa meu Capitão,

         Tombado morto e frio.

 

Ó Capitão! Meu Capitão! Levanta e ouve os sinos;

Levanta – por ti a bandeira está posta – por ti o clarim ressoa,

Por ti buquês e flores em coroas – por ti a praia de gente se abarrota,

Por ti eles clamam, a massa rude, suas faces ansiosas se voltam;

Aqui Capitão! Amado pai!

   Os braços lhe acenam aqui de baixo!

      Estás no convés ou em algum sonho ou desvario?

         Estás tombado morto e frio.

 

Meu Capitão não responde, seus lábios estão pálidos e imóveis,

Meu pai não sente meu toque, ele não tem mais pulso nem querer,

A nau está ancorada sã e salva, sua viagem encerrada, finda,

Da temerosa jornada a nau vencedora vem com sua missão cumprida.

Exultem Ó gentes, e toquem Ó sinos!

   Mas eu com passos pesarosos caminho

      Pelo convés onde meu capitão repousa,

         Tombado morto como em fria lousa.

 

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Arte: Marco Aqueiva