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À hora 44, valises abrindo-se

Posted in literatura, literature, narrativa, poesia, virginia woolf on 6 setembro, 2008 by Marco Aqueiva

 

por Marco Aqueiva

 

 

44ª POSTAGEM e uma orientação: abrir valises

 

44    é  4 + 4 = 8

 

8    doce oito   abrir de valises à riqueza enquanto

 

44 são as razões que nos refazem homens

 

O branco açúcar que se dissolve em dias amargos

 

Um jornal velho para reconstruir palavra nova

 

Olho da serpente onde não há esperança e flores

 

O fogo e as águas nesta praia que pede amadurecimento e um prato de louça

 

No mais, meus agradecimentos a todos vocês

autores leitores olhos de alegria e exercícios

 

Cicios tirando objetos do que está dentro e alimenta

 

44    4 a 4   um canto rubro   cintilação que desliza

 

de mão em mão

 

 

 

            a Virginia Woolf

 

Rendas de um tempo,

umedecem minhas mãos

 

Cara Luvas!

 

Feito abotoaduras de pérolas,

em tuas margens mergulho

dedo a dedo

tocamos o tempo

para que o adVerso

seja mais papel do que mar,

seja mais lugar do que algemas

seja um contágio

 

“um pingo de chuva”

canais de olhares

manchas de poesia sob  tuas cenas londrinas…

 

Carmen Silvia Presotto

Porto Alegre, 2 de setembro de 2008.